Boletim da UAEM Brasil: edição de Novembro de 2016

A edição deste mês vem com o tema de medicamentos essenciais, com artigos de UAEMers, novidades, notícias e mais. Leia online abaixo ou faça o download aqui.

Acesso a medicamentos: Saiu a edição de Outubro do Boletim!

A edição de Outubro do Boletim da UAEM Brasil chega com artigos sobre Acesso a Medicamentos, incluindo uma participação especial de Arair Azambuja, Presidente do Movimento Brasileiro de Luta contra as Hepatites Virais. Leia online abaixo ou baixe o pdf aqui.

Boletim: edição de Setembro/16

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Saiu a nova edição do Boletim da UAEM Brasil! Esta edição tem o tema “Em defesa do SUS” e está disponível em um novo formato (abaixo), ou você pode baixar o pdf aqui para ler mais tarde.

Cartazes: Em defesa do SUS!

Boletim de notícias, 15/05 a 31/05

Índice

O fim da linha da era dos antibióticos

No último boletim, a resistência aos antimicrobianos foi tema de uma matéria em que se discutiu os fatores que levam a este problema e o plano global de combate à resistência. O problema é complexo e precisa de ações rápidas e eficientes, ou chegaremos ao fim da linha da era dos antibióticos, em que as infecções se tornarão intratáveis e as pessoas morrerão por infecções antes facilmente tratáveis com o uso de antimicrobianos. Para se ter uma ideia da proporção e gravidade do problema, o aumento da resistência aos antimicrobianos foi considerado um dos maiores desastres em saúde provocados por seres humanos nos últimos tempos.

Nesta edição, o tema ganha destaque após divulgação pelos Estados Unidos no último dia 26 do primeiro caso de bactéria multirresistente à colistina, a última opção de antibiótico disponível para tratar bactérias multirresistentes. Este medicamento até então era a melhor – e única – opção para o caso de micro-organismos super-resistentes pois ainda não havia sido detectada troca de genes resistentes à colistina.

O primeiro alarme foi dado pela comunidade científica no ano passado, quando o primeiro gene transferível resistente à colistina foi identificado em laboratório na China1. Desde então, a comunidade científica global seguiu em alerta e procurou identificar este gene em alimentos e em seres humanos.

A bactéria multirresistente foi identificada em amostra de uma paciente em tratamento de infecção do trato urinário na Pensilvânia, e enviada ao Walter Reed National Military Medical Center (WRNMMC). Os resultados do exame de antibiograma demonstraram que não havia dose segura de colistina que seria efetiva para aquela infecção, causada pela bactéria E.coli, com o gene mcr-1, responsável pela resistência. A grande preocupação é que este gene se espalhe para outras espécies, e então o número de infecções não tratadas aumentará de forma exponencial2.

Como resposta ao problema emergente, a Drug for Neglected Diseases Initiative (DNDi) lançou o Global Antibiotic Research and Development (GARD) Partnership, um modelo de parceria com o objetivo de desenvolver novos antibióticos, com foco nos microorganismos multirresistentes, promovendo o uso racional destes medicamentos, garantindo acesso equitativo das inovações. Atualmente o GARD encontra-se na fase de start-up, incubado pelo DNDi. As propostas iniciais dos projetos podem ser vistas neste link http://www.dndi.org/diseases-projects/gard/. Que a corrida seja mais rápida que o tempo, para que não cheguemos ao fim da linha.

  1. LIU, Y.-Y.  et al. Emergence of plasmid-mediated colistin resistance mechanism MCR-1 in animals and human beings in China: a microbiological and molecular biological study. The Lancet Infectious Diseases, v. 16, n. 2, p. 161-168, 2016/05/31  ISSN 1473-3099. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1016/S1473-3099(15)00424-7>.
  2. The U.S. Military HIV Research Program (MHRP), 2016. Fist discovery in United States of colistin resistance in a human E.coli infection. Science News. Disponível em: <https://www.sciencedaily.com/releases/2016/05/160526152033.htm>.

Assembleia Mundial da Saúde, notícias de 15/05 a 31/05

Entre os dias 23 e 28 de maio, Estados-membros da OMS se reuniram na 69ª Assembleia Mundial da Saúde para debater uma extensa agenda. A Diretora-geral da organização, Margareth Chan, reforçou que “a OMS é a a organização com legitimidade universal para implementar regulações internacionais de saúde”, um papel de enorme relevância em um mundo marcado pela transnacionalização dos desafios de saúde.

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Eventos e oportunidades, 15/05 a 31/05

Especial: Fosfoetanolamina

Fosfoetanolamina – histórico e considerações

A fosfoetanolamina é uma substância que foi isolada pela primeira vez em 1936 por Edgar Laurence Outhouse do Departamento de Pesquisas Médicas do Instituto Banting da Universidade de Toronto, Canadá. No início dos anos 90 esta substância começou a ser estudada por Gilberto Orivaldo Chierice que fazia parte do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo. A partir de resultados preliminares animadores em alguns modelos experimentais em linhagens celulares de câncer e em animais, há 20 anos teve início a distribuição e o uso em alguns pacientes portadores de câncer na cidade de São Carlos, SP. Alguns dos pacientes com câncer que usaram a pílula de fosfoetanolamina sintética desenvolvida na USP relataram recuperação significativa.

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