Nova edição do boletim da UAEM Brasil

Saiu a edição de Fevereiro com o título “Saúde: Para onde vamos?”. Leia online abaixo ou baixe o arquivo em pdf aqui.

Organizações exigem maiores contrapartidas de Programa Europeu de Pesquisa e Desenvolvimento

com informações de Health Action International – HAI

Ativistas europeus pela saúde pública exigem da Comissão Europeia mudanças substanciais em sua forma de financiar projetos de pesquisa e desenvolvimento (P&D) para novos medicamentos, de modo a garantir maior acesso público às inovações que custeia.

“Os europeus têm o direito de questionar por que estão financiando projetos de P&D sem que a Comissão Europeia tome providências para garantir que os cidadão possam se beneficiar das descobertas que eles ajudaram a financiar”,

afirmou Tessel Mellema, da HAI, falando em nome de oito organizações da sociedade civil que enviaram um relatório conjunto à Comissão.

O comunicado vem em resposta à consulta pública realizada pela Comissão para a revisão do Programa da União Europeia (UE) para a Pesquisa e a Inovação, chamado de Horizon 2020 (H2020), que administra um fundo de 80 bilhões de euros. Demandas semelhantes foram realizadas recentemente pelo Comitê do Parlamento Europeu sobre o Meio-Ambiente, Saúde Pública e Segurança Alimentar.

“Em um momento em que existe uma preocupação real entre os Estados-Membros pelos preços astronômicos de novos medicamentos para o tratamento do câncer e da hepatite C, a Comissão Europeia tem uma oportunidade de tomar providências reais e práticas para tornar novas descobertas biomédicas acessíveis a um preço justo na União Europeia”,

disse Aliénor Devalière, da Campanha de Acesso de Médicos Sem Fronteiras e um dos autores do relatório. O documento estabelece seis recomendações cruciais que a Comissão Europeia deveria considerar no processo de revisão:

  1. Mais investimentos públicos em P&D biomédica
  2. Definir prioridades guiadas pelas necessidades de saúde da população para a P&D biomédica
  3. Aprimorar e fortalecer publicações de acesso aberto e a pesquisa baseada em dados abertos
  4. Garantir contrapartida pública do investimento público e assegurar acesso equitativo a tecnologias de saúde financiadas pelo dinheiro público
  5. Explorar mecanismos de incentivo alternativos para P&D de alta qualidade e eficiência
  6. Aprimorar a transparência de acordos de consórcios de pesquisa

Os autores do relatório enviado à Comissão também destacam que a UE tem a obrigação de garantir altos padrões de proteção à saúde em toda a União Europeia, ainda que desigualdades ainda existam na provisão de serviços de saúde pelos Estados-Membros.

O relatório completo por ser lido em: http://bit.ly/2jYEAly.

Organizações autoras do relatório:

Health Action International
Medicines Sans Frontières – Access Campaign
Global Health Advocates
Commons Network
Universities Allied for Essential Medicines
Salud por Derecho
Knowledge Ecology International – Europe
BukoPharmaKampagne

Organizações que apóiam o relatório:

AIDS Action Europe
Grupo de Ativistas em Tratamentos
Ärzte der Welt e.V. (Doctors of the World Germany)
All-Ukrainian Network of People Living with HIV/AIDS
European Public Health Alliance
WEMOS
Hepatitis Scotland
Dying for a Cure
Praksis
Test-Aankoop
BEUC
Just Treatment
Health Projects for Latvia
EKPIZA
Brot für die Welt
OCU – Organización de Consumidores y Usuarios

Boletim da UAEM Brasil: edição de Novembro de 2016

A edição deste mês vem com o tema de medicamentos essenciais, com artigos de UAEMers, novidades, notícias e mais. Leia online abaixo ou faça o download aqui.

Acesso a medicamentos: Saiu a edição de Outubro do Boletim!

A edição de Outubro do Boletim da UAEM Brasil chega com artigos sobre Acesso a Medicamentos, incluindo uma participação especial de Arair Azambuja, Presidente do Movimento Brasileiro de Luta contra as Hepatites Virais. Leia online abaixo ou baixe o pdf aqui.

Boletim: edição de Setembro/16

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Saiu a nova edição do Boletim da UAEM Brasil! Esta edição tem o tema “Em defesa do SUS” e está disponível em um novo formato (abaixo), ou você pode baixar o pdf aqui para ler mais tarde.

Cartazes: Em defesa do SUS!

Boletim de notícias, 15/05 a 31/05

Índice

O fim da linha da era dos antibióticos

No último boletim, a resistência aos antimicrobianos foi tema de uma matéria em que se discutiu os fatores que levam a este problema e o plano global de combate à resistência. O problema é complexo e precisa de ações rápidas e eficientes, ou chegaremos ao fim da linha da era dos antibióticos, em que as infecções se tornarão intratáveis e as pessoas morrerão por infecções antes facilmente tratáveis com o uso de antimicrobianos. Para se ter uma ideia da proporção e gravidade do problema, o aumento da resistência aos antimicrobianos foi considerado um dos maiores desastres em saúde provocados por seres humanos nos últimos tempos.

Nesta edição, o tema ganha destaque após divulgação pelos Estados Unidos no último dia 26 do primeiro caso de bactéria multirresistente à colistina, a última opção de antibiótico disponível para tratar bactérias multirresistentes. Este medicamento até então era a melhor – e única – opção para o caso de micro-organismos super-resistentes pois ainda não havia sido detectada troca de genes resistentes à colistina.

O primeiro alarme foi dado pela comunidade científica no ano passado, quando o primeiro gene transferível resistente à colistina foi identificado em laboratório na China1. Desde então, a comunidade científica global seguiu em alerta e procurou identificar este gene em alimentos e em seres humanos.

A bactéria multirresistente foi identificada em amostra de uma paciente em tratamento de infecção do trato urinário na Pensilvânia, e enviada ao Walter Reed National Military Medical Center (WRNMMC). Os resultados do exame de antibiograma demonstraram que não havia dose segura de colistina que seria efetiva para aquela infecção, causada pela bactéria E.coli, com o gene mcr-1, responsável pela resistência. A grande preocupação é que este gene se espalhe para outras espécies, e então o número de infecções não tratadas aumentará de forma exponencial2.

Como resposta ao problema emergente, a Drug for Neglected Diseases Initiative (DNDi) lançou o Global Antibiotic Research and Development (GARD) Partnership, um modelo de parceria com o objetivo de desenvolver novos antibióticos, com foco nos microorganismos multirresistentes, promovendo o uso racional destes medicamentos, garantindo acesso equitativo das inovações. Atualmente o GARD encontra-se na fase de start-up, incubado pelo DNDi. As propostas iniciais dos projetos podem ser vistas neste link http://www.dndi.org/diseases-projects/gard/. Que a corrida seja mais rápida que o tempo, para que não cheguemos ao fim da linha.

  1. LIU, Y.-Y.  et al. Emergence of plasmid-mediated colistin resistance mechanism MCR-1 in animals and human beings in China: a microbiological and molecular biological study. The Lancet Infectious Diseases, v. 16, n. 2, p. 161-168, 2016/05/31  ISSN 1473-3099. Disponível em: <http://dx.doi.org/10.1016/S1473-3099(15)00424-7>.
  2. The U.S. Military HIV Research Program (MHRP), 2016. Fist discovery in United States of colistin resistance in a human E.coli infection. Science News. Disponível em: <https://www.sciencedaily.com/releases/2016/05/160526152033.htm>.

Assembleia Mundial da Saúde, notícias de 15/05 a 31/05

Entre os dias 23 e 28 de maio, Estados-membros da OMS se reuniram na 69ª Assembleia Mundial da Saúde para debater uma extensa agenda. A Diretora-geral da organização, Margareth Chan, reforçou que “a OMS é a a organização com legitimidade universal para implementar regulações internacionais de saúde”, um papel de enorme relevância em um mundo marcado pela transnacionalização dos desafios de saúde.

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