[:en]UAEM calls for a people-centered approach to biomedical R&D as it launches a mapping of alternative R&D initiatives.[:pt]Mapeamento de modelos alternativos de P&D: por um novo sistema[:]

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Washington, D.C. — Today, Universities Allied for Essential Medicines (UAEM) is launching Re:Route, a mapping of alternative biomedical research and development (R&D) initiatives. Launched in time for the United Nations High Level Panel on Access to Medicines dialogue in March 2016,www.AltReRoute.com provides a qualitative review of alternative biomedical R&D initiatives around the world. This student-driven project provides evidence of the need to start a truly game changing dialogue that focuses efforts on people oriented and needs-driven biomedical R&D.

The crisis of high drug prices, antimicrobial resistance and tragic events like the Ebola emergency and now Zika, all point to the need for a fundamental change in the way medicines are researched and developed. Under the current profit-driven system, approximately 1 in 3 people around the world lack access to essential medicines. Neglected diseases, which primarily affect the world’s poor, only receive 2% of the funds invested in R&D annually, at the same time new blockbuster drugs such as Gilead’s Sovaldi are being priced at $84,000 for a 12 week treatment in the Unites States.

Re:Route investigates existing and proposed alternative R&D initiatives which purport to address the failings of the current system. The mapping is not intended to be fully comprehensive but covers 81 initiatives that fulfilled at least one of the accepted alternative mechanisms. These were delinking prices from costs of R&D, ensuring open source and data sharing, and collaborative approaches as well as push, pull, and/or pool mechanisms. “81 initiatives may seem impressive. But people are still dying because they cannot afford medicines or there is no market for the medicines they need,” said Rachel Kiddell-Monroe, Special Advisor to UAEM and member of Medecins Sans Frontières’ International Board. “Evidently, these 81 initiatives do not represent the answer to the access crisis.”

Overall, the mapping reveals a lack of fundamental systemic change in biomedical R&D. While some initiatives have undoubtedly made important advances on specific diseases and systemic issues, others are simply promoting a “business as usual” approach.  However, “Some of the more successful initiatives we mapped may provide the building blocks for a new approach to biomedical R&D,”  said Alexandra Greenberg, a student leader at UAEM and a co-author of Re:Route. “As a student, I firmly believe that universities have a fundamental role to play in ensuring that these building blocks become part of the new normal in R&D.”

The Ebola outbreak epitomizes the pitfalls of the current piece-by-piece approach to needs-driven R&D. A potential Ebola treatment was not developed for use because there was no financial motivation for pharmaceutical companies. “Now more than ever, we have an historic opportunity and major responsibility to help drive transformative biomedical R&D that serves people over profits,” said Merith Basey, Executive Director of UAEM North America. “We aspire for this mapping to be a key tool for students and researchers to help them better understand the current R&D landscape and be better equipped to lead the change necessary to tackle the system at its core.”


For press inquiries please contact Ali Greenberg ali@uaem.org

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traduzido – ver original

Washington, DC – Hoje, A Universidades Aliadas por Medicamentos Essenciais (UAEM) está lançando o projeto Re: Route , um mapeamento de modelos alternativos de pesquisa biomédica. Lançado a tempo para o Painel de Alto Nível das Nações Unidas sobre Acesso a Medicamentos, em março de 2016, http://www.AltReRoute.com fornece uma análise qualitativa das iniciativas alternativas de P&D biomédica em todo o mundo. Este projeto, conduzido por estudantes, fornece evidências da necessidade de iniciar um diálogo realmente transformador que concentre esforços em ações orientadas pelas necessidades das populações e pautada pelas necessidades de P&D biomédica.

A crise de altos preços de medicamentos, a resistência antimicrobiana e eventos trágicos como a emergência do Ebola e agora o Zika, todos apontam para a necessidade de uma mudança fundamental na forma como medicamentos são desenvolvidos. Sob o atual sistema direcionado pelo lucro, cerca de 1 em cada 3 pessoas em todo o mundo não tem acesso a medicamentos essenciais. Doenças negligenciadas, que afetam globalmente principalmente as populações mais pobres, só recebem 2% dos recursos investidos em P&D por ano. Ao mesmo tempo, novos medicamentos de grande sucesso têm preços inaceitáveis – como o Sofosbuvir da Gilead, vendido a US$84.000,00 nos Estados Unidos.

O projeto Re: Route investiga iniciativas existentes e prospectivas de P&D que pretendam abordar as falhas do sistema atual. O mapeamento não pretende ser totalmente abrangente, mas abarca 81 iniciativas que apresentam pelo menos um dos mecanismos alternativos aceitos. Estes mecanismos são a dissociação entre os preços dos medicamentos e os custos P&D, a garantia de acesso aberto e compartilhamento de dados e abordagens colaborativas, bem como mecanismos “push”, “pull” e “pool”.

"81 iniciativas pode parecer impressionante. No entanto, as pessoas continuam morrendo porque não podem pagar por medicamentos ou porque não existe mercado para os medicamentos de que necessitam"

Rachel Kiddell-Monroe, Assessora Especial da UAEM e membro do Conselho Internacional de MSF.

No geral, o mapeamento revela que falta mudança sistêmica na P&D biomédica. Enquanto algumas iniciativas têm, sem dúvida, realizado avanços importantes em doenças específicas e questões sistêmicas, outras simplesmente promovem uma abordagem tradicional.  No entanto, “Algumas das iniciativas mais bem-sucedidas que foram mapeadas podem fornecer os subsídios para uma nova abordagem de P&D biomédica”, afirma Alexandra Greenberg, líder estudantil na UAEM e coautora do Re:Route.

"Como estudante, acredito firmemente que as universidades têm um papel fundamental a desempenhar para garantir que essas ideias passem a fazer parte do novo padrão em P&D".

A epidemia do Ebola revela claramente as armadilhas da abordagem atual de P&D. Um tratamento potencial contra o Ebola não foi desenvolvido para uso porque não havia motivação financeira para as empresas farmacêuticas.

"Agora, mais do que nunca, temos uma oportunidade histórica e a grande responsabilidade de ajudar a conduzir uma transformação na P&D biomédica, de modo que ela sirva às pessoas ao invés dos lucros"

Merith Basey, Diretora Executiva da UAEM na América do Norte. “Aspiramos a que este mapeamento seja uma ferramenta chave para estudantes e pesquisadores, que os ajude a compreender melhor o atual panorama de P&D e que os equipe melhor para liderar a mudança necessária ao enfrentamento do sistema atual em seu núcleo”.

Para informações à imprensa, por favor entrar em contato com Ali Greenberg ali@uaem.org

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