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Mercado: Notícias de 01/04/16 a 15/04/16.

Falando de mercado, ninguém melhor do que John Oliver para pôr em forma clara – óbvia até – e extremamente divertida o comportamento questionável da indústria farmacêutica. Assista ao vídeo abaixo:

Last week tonight with John Oliver: Marketing to doctors; https://youtu.be/YQZ2UeOTO3I.

A Knowledge Ecology International (KEI) publicou estimativa das vendas globais no setor farmacêutico entre 2013 e 2015. Destaque para inimagináveis 904 bilhões de dólares no ano passado! O Brasil estaria entre os “Emerging markets”, que movimentaram 198 bilhões em 2015. Isto traz à memória o dado do relatório “Patentes em reforma”: o déficit nacional na área da saúde em 2010 foi de 10 bilhões de dólares (alguém sabe quanto foi em 2015?). No mínimo, devemos nos perguntar quem é que sai ganhando nessa relação. O Brasil é considerado um “pharmerging market” aos olhos das farmacêuticas estrangeiras, e os números estão aí para indicar como nosso mercado lhes é favorável – mas o interesse das pessoas por trás do mercado – dos pacientes – como fica?

Global pharmaceutical sales, by region, 2013-2015; http://keionline.org/node/2469.

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Falando em bilhões, lembra da estimativa realizada pela Tufts University do custo de desenvolvimento de uma nova droga? Aquela de 2,6 bilhões de dólares (sim, você leu certo; lembremos que o DNDi estima esse custo em 100 a 150 milhões de euros). James Love revela os truques de espelhos e sombras usados para se obter esse valor em postagem no site da KEI, destacando que “people have to realize that the pre-clinical numbers are just an assumption by DiMasi and others, and not based upon any project level data”.

The Tufts DiMasi estimates of the risk adjusted out-of-pocket costs to develop a new drug; http://keionline.org/node/2464.

Finalmente, uma notícia que pegou muitos de surpresa foi o anúncio de que a farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK) vai adotar uma série de medidas para facilitar o acesso a medicamentos em países de baixa renda. Entre comprometer-se a não patentear medicamentos nestes países, licenciar patentes de medicamentos de câncer ao Medicines Patent Pool e tornar seu portfólio patentário mais transparente (leia o press release aqui), as medidas foram recebidas com contentamento contido. Um primeiro passo importante, isto é certo, mas não suficiente, se pensarmos que o problema de acesso a medicamentos é global e os países de renda média – o Brasil incluído – não são contemplados pelo recorte.

“All of the MPP licenses apply to a limited number of countries, and do not address all of the important access challenges. For this reason, it has been important that the MPP licenses have also allowed products manufactured under an MPP license to be exported to countries outside of the licensed territory, where there is no patent or where compulsory licenses have been issued”.

KEI statement on GSK’s announcement of policies to expand access to patented medicines; http://keionline.org/node/2452.

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