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Eventos e oportunidades, 15/05 a 31/05

Especial: Fosfoetanolamina

Fosfoetanolamina – histórico e considerações

A fosfoetanolamina é uma substância que foi isolada pela primeira vez em 1936 por Edgar Laurence Outhouse do Departamento de Pesquisas Médicas do Instituto Banting da Universidade de Toronto, Canadá. No início dos anos 90 esta substância começou a ser estudada por Gilberto Orivaldo Chierice que fazia parte do Instituto de Química de São Carlos da Universidade de São Paulo. A partir de resultados preliminares animadores em alguns modelos experimentais em linhagens celulares de câncer e em animais, há 20 anos teve início a distribuição e o uso em alguns pacientes portadores de câncer na cidade de São Carlos, SP. Alguns dos pacientes com câncer que usaram a pílula de fosfoetanolamina sintética desenvolvida na USP relataram recuperação significativa.

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Brasil, notícias de 15/05 a 31/05

No Brasil, novos horizontes de investimento em pesquisa foram discutidos em conferência que reuniu gestores das fundações estaduais de amparo à pesquisa (FAPs) e representantes do programa Horizon 2020 (H2020) da União Europeia. Segundo o chefe do setor de C&T da Comissão Europeia,

“A diferença entre o H2020 e outros programas anteriores da União Europeia é que existe a participação do mercado e da indústria, que absorvem os resultados das pesquisas científicas. Antes, os resultados ficavam restritos aos laboratórios”.

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Leituras recomendadas, 15/05 a 31/05

P&D, notícias de 15/05 a 31/05

Internacional, notícias de 15/05 a 31/05

Em destaque no contexto internacional é a luta da Colômbia pelo licenciamento compulsório do medicamento Glivec (imatinibe), da Novartis, usado para o tratamento de câncer. Conforme noticiamos em outra edição do boletim, durante o processo de consideração do licenciamento compulsório o interesse público sobre o imatinibe já havia sido determinado, um primeiro passo necessário para o licenciamento.

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Evergreening, a real phenomenon in pharmaceuticals

This piece aims to contest some of the propositions put forth by professor Prabuddha Ganguli in an article published on Intellectual Property Watch on May 20th, 2016. Prof. Ganguli gives a rather positivistic account, from a legal point of view, of the patent system’s functioning, which is not in itself wrong, but is certainly insufficient. The political, social and moral foundations and consequences of that system must be analyzed for a complete assessment of its effects over access to medicines.

That is the main issue with prof. Ganguli’s claim that “[t]here is no ‘ever-greening’ and/or extended patent protection in one form or another form”: it is built upon the observation of a system of legal norms that simply does not describe reality accurately. Although his demonstration of how patents refer to specific creations which may be freely used after their expiry seems correct on a cold analysis of the norms, that theoretical construct does not translate perfectly into practice.

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Avanço nas pesquisas de vacinas e medicamentos

No boletim passado, foi comentado que o Instituto Evandro Chagas em parceria com a Universidade do Texas teria a previsão de iniciar os testes em animais na virada do ano. Até onde tudo indica, essa previsão está correta, pois de acordo com ministro Ricardo Barros a pesquisa, que teria prazo inicial de 12 meses, está sendo antecipada para nove meses e dessa forma a vacina para combater o vírus Zika estará disponível para testes pré-clínicos a partir de novembro. Isso foi possível devido ao fato de um investimento nas pesquisas de desenvolvimento para vacina da Zika de aproximadamente R$ 10 milhões, conforme informação divulgada na sexta-feira (20) pelo Ministério.

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Boletim de notícias, 30/04 a 15/05

Índice

Destacamos nesta edição do boletim as notas da ABIA e da Conectas sobre a situação política por que passa o país. Leia aqui a da ABIA e aqui a da Conectas.

Antibióticos (ATBs) são compostos naturais ou sintéticos capazes de inibir o crescimento bacteriano (bacteriostáticos) ou matar bactérias ou fungos (bactericidas) causadores de doenças em seres vivos. O primeiro antibiótico descoberto foi a penicilina pelo médico microbiologista Alexander Fleming em 1928. Inicialmente, a descoberta de Fleming não despertou interesse de utilização para fins terapêuticos, até a eclosão de segunda guerra mundial, em 1939. Então, as pesquisas com a penicilina foram retomadas e em 1940 conseguiu-se produzir a penicilina para fins terapêuticos em escala industrial. Graças à penicilina, doenças como pneumonia, sífilis, gonorreia e febre reumática deixaram de ser fatais. Entre os anos 1940 – 1960 vários antibióticos foram descobertos por meio de triagem de produtos naturais – entre eles, alguns da classe dos β-lactâmicos, das tetraciclinas, e a vancomicina, potente antibiótico de grande importância atualmente. Já entre os anos de 1980 – 2000, novos antibióticos foram descobertos com o uso de ferramentas da genômica e triagens de coleções de compostos. A partir dos anos 2000 poucos antibióticos foram introduzidos no arsenal terapêutico de antimicrobianos. Junto a isso, o surge o problema crescente do surgimento de bactérias multirresistentes que ameaça um retorno à era pré-antibióticos (1,2).

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