[:pt]P&D[:]

[:pt]

P&D: Notícias de 01/04/16 a 15/04/16.

Destacamos aqui notícias a respeito de pesquisas realizadas por universidades públicas e institutos públicos de pesquisa. Os comentários são nossos, acompanhando o link de cada notícia.

O laboratório é o Aché, e o grupo se chama Structural Genomics Consortium. Realizam pesquisas em etapa pré-clínica sem o uso de patentes, colaborativamente, e afirmam obter assim redução radical do tempo de pesquisa. A UNICAMP também participa do programa, que tem financiamento da FAPESP. Uma consideração importante é: com financiamento da FAPESP, com a participação da universidade pública, qual será a contrapartida quando uma eventual descoberta levar ao desenvolvimento de um novo medicamento? A colaboração acelera o trabalho que funda a inovação posterior, em proveito especialmente das empresas envolvidas, que poderão desenvolver medicamentos a partir daí. Estes, então, serão acessíveis ao público? Seu preço levará em conta que parte do investimento em pesquisa veio de recursos públicos?

O pesquisador brasileiro André Rogatko desenvolveu método estatístico para ensaios fase 1 que pode chegar a dosagens mais precisas. Interessante pensar como a estatística afeta o resultado de testes clínicos. O aspecto técnico está explicado na matéria.

A pesquisa vem sendo desenvolvida por professores da UFMG há 15 anos. Seu resultado foi patenteado, e estão “negociando a transferência para a indústria farmacêutica”. Mais uma vez, aqui, é importante que pensemos nos termos deste contrato de transferência de tecnologia. Hipertensão e diabetes afetam profunda e amplamente a população brasileira (este ano a OMS lançou relatório global sobre o diabetes; no Brasil, a doença atinge 8,8% das mulheres e 7,4% dos homens), e um fitoterápico eficaz e barato poderia ser de grande proveito. O preço seguirá a tendência de valores abusivos de um monopólio ou terá em conta os 15 anos de pesquisa já realizados e financiados pela sociedade?

Escutamos às vezes em conferências nacionais da área que o país não tem capacidade para inovar. Se alguém puder, apresente os números que confirmam a afirmação, mas certamente observamos muito esforço em refutá-la – ao menos nas universidades públicas. O grupo da USP vem trabalhando há anos sobre o tema e já publicou descobertas importantes relativas à melatonina.

Mais uma pesquisa muito interessante, financiada pela Fapesp, Capes e CNPq. A menção à parceria com a indústria farmacêutica para a realização de testes clínicos aparece mais uma vez, e repetimos os questionamentos a respeito da responsabilidade social das universidades e da indústria em reconhecerem o investimento público já realizado. A substância isolada pelos pesquisadores pode ser mais eficaz do que outros tratamentos já existentes porque é de atividades específica, ou seja, ataca primeiro as células cancerosas.

[:]

Print Friendly

Qual a sua opinião sobre isso?

Receba as novidades da UAEM Brasil!Entrar na lista de e-mails
+ +
%d blogueiros gostam disto: